quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Clima de deserto castiga as regiões de Garça, Marília e Bauru

Queda drástica da umidade relativa do ar, ausência de chuvas, calor recorde, escassez de água para abastecimento e qualidade do ar prejudicada por queimadas. As condições extremas do tempo na regiões de Garça, Marília e Bauru , nos últimos dias, têm castigado os moradores de várias cidade, com sobrecarga no organismo em inúmeras vertentes, que são sinônimos de riscos à saúde.
Na cidade de Bauru, nesta quarta-feira (18), a população enfrentou mais um dia de "clima desértico", com novo recorde de temperatura, de 38,1 graus, a maior para meses de setembro dos últimos 31 anos. Além disso, a umidade relativa do ar chegou a 13%, estado considerado de alerta e no limite para a classificação de estado de emergência.
Também nesta quarta, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTec/Inpe) emitiu alerta meteorológico de atenção para várias regiões do País, incluindo a de Bauru. "As condições do tempo são, de fato, parecidas com a do deserto. A diferença é que, lá, isso é uma constante e, aqui, é uma situação eventual", pontua o meteorologista Bruno Miranda.
Segundo ele, a possibilidade de trégua é prevista para sexta ou sábado, quando pode chover e haver registro de temperaturas menos severas devido à passagem de uma frente fria pelo litoral.
Essas condições extremas podem desencadear uma série de reações no organismo humano, que vão desde tonturas e desmaios até complicações mais sérias, quando a exposição é prolongada. Segundo Sandra Lia do Amaral Cardoso, professora do Departamento de Educação Física da Unesp especializada em fisiologia cardiovascular, o calor excessivo provoca diminuição da pressão arterial, que pode ser perigosa principalmente para quem já tem doenças cardíacas.
"Além disso, a baixa umidade relativa do ar faz com que as pessoas se desidratem com maior facilidade. E a consequência principal é a perda de eletrólitos, que determina a maior ocorrência de arritmias cardíacas", detalha. Já o excesso de partículas poluentes no ar favorece o surgimento de doenças respiratórias e alérgicas.

Fonte: Jornal da Cidade


Nenhum comentário:

Postar um comentário