sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Servidores municipais de Tupã iniciam greve

Os servidores municipais de Tupã entraram em greve nesta sexta-feira, 09 DE AGOSTO. Os protestos aconteceram de fronte à prefeitura municipal, principalmente no período da manhã.
De acordo com as informações do Sindicato dos Servidores Municipais, a adesão até o momento é de pouco mais de 200 funcionários. Em vídeo que circula nas redes sociais, os servidores aparecem conversando com o secretário municipal de Assuntos Jurídicos, João José Pinto, reivindicando os reajustes. Vereadores também já passaram pelo local.
A greve foi aprovada durante assembleia geral ocorrida na noite da última sexta-feira, dia 2 de agosto, na sede da Sociedade Amigos dos Servidores Municipais de Tupã (Sasmt), quando menos de 10% da categoria presente rejeitou a proposta de reajuste salarial oferecida pela Prefeitura de Tupã. Diante disso, o sindicato da categoria fez a proposta de uma greve geral, por tempo indeterminado, que foi aprovada.
De acordo com a prefeitura, os serviços essenciais à população estão funcionando normalmente, uma vez que o executivo já havia se preparado para a eventual greve.
O projeto de reajuste salarial continua tramitando na Câmara Municipal, que aguarda o final da possível negociação com o sindicato da categoria para ser colocado em votação. Informações não oficiais dão conta de que a proposta pode ir a plenário para deliberação na sessão ordinária da próxima segunda-feira.
A prefeitura ofereceu reajuste salarial de 3,75%, de acordo com índice inflacionário acumulado no período. A correção do auxílio alimentação já foi concedida aos trabalhadores e vem sendo paga regularmente.
Durante as negociações que ocorrem desde o dia 1º de abril, data base da categoria, o sindicato solicitou abono incorporado de R$ 150,00 aos servidores com os menores salários. Aos servidores com maiores salários, o reajuste proposto seria de 5,75%.
Para justificar o reajuste de 3,75%, o prefeito Caio Aoqui lembrou que a Lei de Responsabilidade Fiscal limita os gastos públicos. Segundo notificação do TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), os gastos da prefeitura com a folha de pagamento consomem 56% da arrecadação municipal. O teto permitido pela legislação é de 54%.
O prefeito Caio Aoqui (PSD) disse que uma greve, apesar de ser um direito dos servidores, seria "injusta” dentro do atual momento. "Os servidores estão com o salário em dia. Nós já demos reajuste no ticket. Não acho justo entrar em greve. Nós não temos salários atrasados, temos outros itens da pauta os quais respondi por escrito”.
Aoqui também relata que alguns servidores chegaram a comentar que não gostariam de ter de aderir à greve. "Primeiro de tudo: ninguém é obrigado a aderir a greve nenhuma. A greve é livre e voluntária e participam os servidores que quiserem”.
O prefeito ainda reforça que aqueles funcionários que aderirem à manifestação, terão os dias de trabalho descontados. "Vão perder o ticket, a assiduidade, dependendo do tempo em que a greve se prolongar, vão perder o seu décimo terceiro, férias, enfim. Por isso, pedimos aos funcionários que não participem da greve”, finalizou.

Fonte: Tupacity


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