sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Advogado de Garça provoca investigação sobre juíza da Lava Jato em SP

Uma representação protocolada pelo advogado José Augusto Marcondes de Moura Júnior, de Garça, provocou a abertura de uma investigação da Corregedoria Nacional de Justiça sobre a atuação da juíza Maria Izabel de Prado, que atua em casos da Lava Jato em São Paulo.
O advogado, que atende casos da operação e outras situações de repercussão nacional, protocolou denúncia com informações de quatro processos em que acusa ‘erros grosseiros’ da juíza.
São processos sem relação com a operação judicial mais famosa do país, mas que podem provocar até afastamento da juíza de casos na vara federal onde atua, incluindo a operação. O corregedor Nacional, Humberto Martins, determinou apuração dos casos em 60 dias.
O advogado afirmou que por situações como estas é defensor da lei contra abuso de autoridades em processos e diz que não teme represálias ou retaliações pela medida.
“Não tenho medo nenhum. Qualquer juiz com J maiúsculo, juiz de verdade, vai entender meus argumentos e a gravidade dos casos”, afirmou.
José Marcondes de Moura tem 51 anos, é formado pela PUC de São Paulo e diz ter muitos colegas de turma que se tornaram juízes federais mas acredita que a discussão das sentenças pode influenciar até revisão no modelo de concursos e aprovação de novos magistrados.
Atuou em processos de repercussão nacional, como casos que envolvem o investidor Naji Nahas e o doleiro Najum Turner. Atua também na defesa do delegado federal Mario Renato Fanton, que denunciou falhas na Operação Lava Jato.
“Logo vai ter novidades no caso do Fanton, que está sofrendo perseguição. Sofre pressão da Procuradoria no Paraná”, afirmou o advogado de Garça.
A representação envolve quatro processos. Um trata da condenação de um acusado de tráfico que segundo a condenação teria engolida 1’7 quilos de cocaína para esconder a droga.
“É impossível. Eu trabalho com boi, nem boi conseguiria comer 17 quilos assim”, diz o advogado.
Em outro caso, a sentença inclui no processo um réu acusado em outro caso. A condenação já teria sido anulada.
O advogado aponta ainda casos em que a juíza apresentou sentença de 3.445 páginas em que teria incluído 2.000 páginas copiadas de um inquérito. A quarta denúncia envolve processo que ficou parado por três anos.

Fonte: Giro Marília


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