quarta-feira, 24 de julho de 2019

Moradores de Pompeia ainda aguardam entrega de imóveis do 'Minha Casa, Minha Vida'

Moradores do Parque Primavera, em Pompeia, afirmam que aguardam a entrega dos imóveis do programa "Minha Casa, Minha Vida" desde 2014. A situação já foi mostrada pela TV TEM no ano passado. Porém, eles alegam que nada mudou.
De acordo com os moradores, mais da metade das casas não está nem perto de ficar pronta. Sem telhado, portas ou janelas, o mato já tomou grande parte dos imóveis e o bairro ainda não tem energia elétrica. Mesmo assim, alguns beneficiários decidiram se mudar para o local.
A dona de casa Jonésia Silveira dos Santos é uma dessas pessoas. Ela mudou para o bairro há quatro meses e conta que ela e o marido tiveram que terminar a obra com as próprias mãos.
“Ficou em R$3.900 os materiais. Só o básico só para gente poder fazer e poder mudar para sair do aluguel”, revela.
Os moradores também reclamam da falta de segurança do local, pois muitas casas populares estão sendo usadas por usuários de drogas.
A agente de limpeza Edna Fabiana Rocha de Oliveira, por exemplo, diz que se mudou para o bairro com o marido e as filhas. Segundo ela, o proprietário da casa onde moravam de aluguel pediu de volta o imóvel. Por isso, eles tiveram que fazer a mudança mesmo com a casa sem terminar.
“A gente se sente triste porque acho que isso não pode ser feito para um ser humano. Deu tanta esperança para nós. Contamos tanto com essa casa para acontecer uma coisa dessas”, lamenta Edna.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, as obras tiveram início em 2013, com previsão para serem finalizadas em fevereiro de 2014. Este prazo foi prorrogado várias vezes, mas até hoje, somente nove casas foram concluídas e 8 foram entregues.
Em nota, a instituição financiadora do programa, a Cobansa, informou que as obras foram interrompidas por causa do encerramento da portaria nº 169 em novembro de 2016 e que a retomada das obras dependem de providências oficiais.
A Cobansa aguarda, inclusive, um posicionamento do Ministério do Desenvolvimento Regional para a prorrogação do prazo para continuidade e possível conclusão dos imóveis.
O Ministério do Desenvolvimento Regional se posicionou dizendo que a previsão de conclusão do conjunto habitacional era somente de 12 meses a partir da primeira parcela, que foi recebida em 1º de fevereiro de 2014. Depois disso, o prazo foi prorrogado várias vezes e o último se encerrou em 12 de julho de 2018.
De acordo com a pasta, as obras foram interrompidas porque a instituição financeira não aderiu aos requisitos necessários para a concessão do prazo estabelecido.
O Ministério diz estar estudando uma solução para concluir as obras e entregar as casas para o maior número possível de famílias beneficiadas.

Fonte: TV Tem


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