sexta-feira, 5 de julho de 2019

Máquina gigante devolvida na porta de banco gera reclamações em Duartina

Uma máquina gigante de bombear concreto deixada por um empresário na porta de uma agência bancária localizada no Centro de Duartina em atendimento a decisão judicial está gerando transtornos para pedestres e motoristas. Segundo moradores que entraram em contato com o JC, o risco de acidente no local é grande, já que o equipamento está obstruindo parte da calçada e metade da rua.
A máquina está "estacionada" desde segunda-feira, 01 de julho, na rua Benedito Gebara, próximo ao cruzamento com avenida Nove de Julho. "O equipamento de grande porte está atrapalhando o trânsito de veículos, inclusive o trajeto do ônibus circular", reclama um morador, que terá a identidade preservada pela reportagem.
De acordo com o secretário de Governo da Prefeitura de Duartina, José Domingos, a devolução do maquinário ao Banco do Brasil foi determinada pelo Tribunal de Justiça (TJ) nos autos de um procedimento cível ajuizado pela instituição contra o empresário.
"No despacho do desembargador, ele deferiu o que foi pedido pelo banco e disse 'seguindo restabelecida a tutela antecipada, condicionando a prévia devolução do bem para o banco no endereço por ele declinado nos autos'. O endereço é o endereço do banco", afirma.
Apesar de considerar que o empresário cumpriu a decisão judicial devolvendo o bem, Domingos admite que a máquina está ocupando espaço público. "Nosso departamento jurídico entrou com uma petição informando o que tinha acontecido no Fórum de Duartina", diz.
O documento, segundo ele, onde a procuradora Daniella Cristina Veronesi Maldonado informa sobre os riscos e pede providências à justiça, será anexado ao procedimento cível. "Eles (o banco) já estão providenciando a retirada. Só que precisam de equipamentos que nós não temos aqui na cidade e, talvez, não encontrem nem em Bauru. Vai ter um custo aproximado de quase R$ 30 mil só para fazer a retirada do equipamento".
Procurado pela reportagem, o Banco do Brasil se manifestou por meio de nota. "O Banco do Brasil informa que a bomba de concreto, devolvida por um cliente de forma irregular à agência da cidade de Duartina, após decisão da 37ª Câmara de Direito Privado de São Paulo, será removida para um depósito", declarou. O banco, porém, não deu um prazo para que isso ocorra.
O JC também entrou em contato com a assessoria de imprensa do TJ para saber se o órgão gostaria de comentar o despacho do desembargador no procedimento cível, mas ele respondeu que não se pronuncia sobre decisões de seus magistrados. "Cabem aos que, eventualmente, sintam-se prejudicados procurar os meios adequados para a solução da questão", informou.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru


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