terça-feira, 30 de julho de 2019

Justiça vai apurar se vereadora de Mineiros do Tietê ameaçou ex-funcionária

O juizado criminal de Bauru recebeu denúncia de crime de coação de testemunha contra a vereadora Maria Letícia Cipola, de Mineiros do Tietê . De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público (MP), recebida no dia 24 de julho pela Justiça, a vereadora teria ameaçado a ex-funcionária Andréia Aparecida Rocha, com quem dividia cela, para não contar o que sabe aos investigadores.
Conforme noticiou o JC, ambas foram presas no dia 12 em Mineiros do Tietê na Operação "Endrôminas". Gisele Ribeiro da Silva também foi presa, As prisões se deram pela suspeita de desviarem verbas públicas por meio da emissão de notas fiscais falsas de prestação de serviços. Maria Letícia Cipola (PSB) presidiu o Legislativo no biênio 2017/2018 e era vice-presidente da Casa, no momento da prisão. Depois de cumprirem prisão temporária as assessoras e a vereadora foram soltas no dia 18. Todas negam o envolvimento. Segundo o MP, Andreia, ao receber as investidas da vereadora enquanto estavam presas, teria escrito um bilhete para a carcereira pedindo que fosse retirada da cela que dividia com ela.
Ouvida pelos agentes, de acordo com a denúncia, Andréia contou que Maria Letícia Cipola dizia ter uma "carta na manga" e orientou a "ter cuidado com o que diria" em juízo sobre a suspeita de emissão de notas fiscais falsas. "A denúncia é que a vereadora estaria perseguindo Andréia dentro da cela. A vítima ficou amedrontada ao entender que a ameaça seria séria e que corria perigo. Isso configura coação no curso do processo. A ideia era que Andréia não dissesse algo que prejudicasse a vereadora", explica o promotor Gerônymo Crepaldi Jr.
Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE) foram identificadas 500 notas fiscais emitidas pela Câmara de Mineiros do Tietê em 2018. Dessas, 122 teriam sido falsificadas.
"Essas notas embasaram pagamentos de serviços que não foram efetuados, causando prejuízo de, segundo levantamento preliminar, cerca de R$ 200 mil, valor que pode ser ampliado com o aprofundamento das investigações", declarou o delegado seccional de polícia de Jaú, Ricardo Silva Dias, no dia da prisão do trio.
"Tudo isso pode se configurar em elementos de convicção", diz o promotor, referindo-se à acusação que pesa sobre a vereadora sobre a suspeita de desvio. O juizado já emitiu, inclusive, a citação para que a defesa de Maria Letícia apresente defesa.
Comandada pelo advogado Eduvaldo José Costa Junior, a defesa da vereadora informou que ainda não tomou ciência dos termos da acusação e vai se reservar a falar somente depois que tiver conhecimento dos fatos.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru


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