quarta-feira, 19 de junho de 2019

Penitenciária Feminina de Pirajuí promove hoje 1º Festival de Dança

A Penitenciária Feminina "Sandra Aparecida Lario Vianna" de Pirajuí promove nesta quarta-feira, 19 de junho, a final do 1.º Festival de Dança, com a participação de 50 reeducandas. As finalistas prometem esbanjar talento e muita alegria aos ritmos do funk, lambada, gospel, street dance e hip hop. Haverá premiação para os dois primeiros colocados (grupo, dupla ou individual), com a entrega de brindes arrecadados pelo presídio com comerciantes da cidade.
Ao todo, 70 detentas se inscreveram para o torneio, no período de 6 a 13 de maio. Depois, as concorrentes tiveram dez dias de ensaio antes das seletivas, realizadas separadamente nos quatro pavilhões e na ala de regime semiaberto da unidade prisional. Para deixar o ambiente colorido e as etapas de seleção do concurso ainda mais animadas, a torcida ganhou até pompons para agitar as apresentações.
As categorias variaram entre grupos com até seis reeducandas, além de duplas e performances individuais. A escolha das finalistas se deu por votação realizada por detentas do próprio pavilhão e também pela comissão organizadora. Dois grupos de cada pavilhão se classificaram para a final do festival, totalizando 50 presas.
De acordo com a diretora de Reintegração e Atendimento à Saúde da unidade prisional, Juliana Cândido de Oliveira, o evento tem como objetivo promover a ressocialização e o espírito de equipe entre as presas, proporcionando interatividade e entretenimento. "Para que possamos, inclusive, encontrar e divulgar novos talentos", destaca.
A diretora conta que o figurino das concorrentes foi composto por roupas doadas por funcionários do presídio, sendo a maior parte confeccionada pela reeducanda costureira da unidade que produziu, por exemplo, shorts jeans e saias de lambada.
"A expectativa é que seja um evento de resultados positivos, pois temos como principal objetivo, além de promover momentos de alegria e interação entre as reeducandas, alcançar a conscientização social, para que elas possam retornar à vida em liberdade de maneira íntegra e realmente ressocializadas", ressalta.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru


Nenhum comentário:

Postar um comentário