quinta-feira, 13 de junho de 2019

Mesmo com liminares, centrais sindicais reforçam peso da Greve Geral

Mesmo com liminares judiciais para manutenção das operações nas linhas da CPTM e Metrô de São Paulo, centrais sindicais reforçaram que a greve convocada para esta sexta-feira, 14 de jinho, está mantida.
A ação, definida em evento no Vale do Anhangabaú no dia 1º de maio, tem como principal alvo a atual proposta de reforma da Previdência em tramitação na Câmara dos Deputados.
A paralisação tem a adesão de centrais como Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da UGT (União Geral dos Trabalhadores). Somadas, as três centrais representam 23 milhões de trabalhadores nos mais diversos sindicatos no País.
O Metrô conseguiu na Justiça liminar para manter 100% do quadro de servidores nos horários de pico e 80% no restante. Já a CPTM conseguiu liminar para manter 100% do quadro durante todo o horário de operação.
Mesmo com as medidas na Justiça, a estimativa é que 40 mil trabalhadores, ligados somente à UGT, dos transportes coletivos urbanos de São Paulo - incluindo as linhas de ônibus - não compareçam aos seus postos de trabalho nesta sexta.
“Representamos um grande volume de trabalhadores de sindicatos área de comércio e serviços, também sindicato dos motoboys, taxistas, motoristas de ônibus tanto da Prefeitura e quanto a EMTU, ferroviários da CPTM, aeroportuários e mais. Vai parar. Anota aí que vai parar, a orientação é ficar em casa”, afirmou o porta-voz da UGT ao Yahoo.
Sindicalistas da Força Sindical estiveram, nesta semana, em portas de fábrica reforçando a convocação para a paralisação, chamada de Greve Geral.
“A Greve Geral está mantida e é nacional. A população tem de estar preparada para não sair de casa. Fomos em fábricas e já reforçamos”, afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.
Segundo Juruna, só pela Força Sindical, já confirmaram adesão à paralisação sindicatos dos metalúrgicos - pelo menos 500 mil trabalhadores - químicos, têxtil, alimentação, construção civil, e transporte.
“Queremos que a população e os trabalhadores sejam chamados para discutir essa reforma da Previdência que está aí proposta”, completou Juruna.
Já a CUT, confirmou que sindicatos filiados que representam 4 milhões de professores das redes públicas e privadas confirmaram, nesta quarta-feira (12), adesão à paralisação.
“Além disso temos cerca de 500 mil bancários, petroquímicos, químicos, servidores públicos. (...) A greve geral vai parar o Brasil na sexta-feira, porque a reforma da Previdência proposta pelo governo significa não só o fim da aposentadoria, mas o desmonte de todo o sistema de seguridade social", disse a assessoria de imprensa da secretaria-geral da CUT.
Outros temas também entraram na pauta, em especial o corte de recursos para a educação, que foi principal mote de protestos nos dias 15 e 30 de maio, e contra o próprio governo Bolsonaro e os altos índices de desemprego que persistem nos primeiros meses de seu mandato.
Em nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo informou que, por meio de suas empresas, toma todas as medidas judiciais necessárias para garantir o transporte dos passageiros.
“A pasta considera o objetivo da paralisação ideológico e conta com o bom senso das categorias para que não prejudiquem mais de 8 milhões de trabalhadores que dependem diariamente do Metrô e da CPTM. Serão prejudicados trabalhadores, estudantes e todas os cidadãos que têm o transporte público como único meio de locomoção”, informou a assessoria.

Fonte: Yahoo Notícias


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